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Henry Borel: Babá diz que Monique pediu para apagar mensagens após morte

Thayná Ferreira relatou para Monique as suspeitas de agressão por parte de Jairinho; mulher foi ouvida neste domingo (31)

Henry Borel: Babá diz que Monique pediu para apagar mensagens após morte |  CNN Brasil

A babá de Henry Borel, Thayná de Oliveira Ferreira, disse neste domingo (31), durante o sétimo dia de julgamento da morte do menino, que foi orientada por Monique Medeiros a apagar mensagens e omitir informações após a morte do menino, ocorrida em março de 2021.

Durante o depoimento, a testemunha também afirmou ter presenciado situações que considerou suspeitas envolvendo Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Henry. Segundo ela, em pelo menos três episódios, Jairinho levou o menino para um quarto, permaneceu sozinho com ele por algum tempo e, depois, a criança reclamou de dores.

A testemunha relatou ainda que, em alguns desses episódios, havia um som alto no quarto ou um silêncio total no cômodo. Segundo depoimento de Thayná, Henry teria apresentado dores na cabeça após algumas dessas situações e, quando questionado, dizia que havia caído da cama ou que não podia falar sobre o ocorrido. Em uma das vezes, explicou que, após o período em que ficou no quarto fechado com Jairinho, Henry saiu mancando.

Ainda de acordo com Thayná, todas essas situações foram comunicadas a Monique, por mensagens, ligações ou conversas presenciais e que Monique soube pelo próprio Henry que, em uma ocasião, falou em chamada de vídeo que o “tio” (referindo-se a Jairinho) tinha batido nele.

A babá afirmou que também sugeriu a instalação de câmeras no imóvel e chegou a indicar um profissional para realizar o serviço, mas que Monique ignorou o pedido.

Caso Henry Borel: Babá diz que mãe mandou apagar mensagens após morte

Pedido para apagar mensagens

À CNN Brasil, a advogada de Thayná, Juliana Nascimento, acrescentou que após a morte do menino, a babá e a empregada doméstica foram chamadas para um escritório de advocacia, onde foi coagida pela Monique a mentir. Segundo Juliana, a mãe do menino mandou Thayná apagar as mensagens e dizer que a “família vivia em harmonia”.

A defesa da babá afirmou que a cliente não apagou integralmente as mensagens e que, antes de excluir parte do conteúdo, fez capturas de tela das conversas. O material foi recuperado posteriormente durante a investigação.

Após o depoimento, a defesa acrescentou que a cliente se sente aliviada. “Hoje, Thayná se retratou e está se sentindo aliviada por dizer tudo o que sabe”. O julgamento segue no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Monique Medeiros e Dr. Jairinho respondem homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual.

O julgamento é presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro e deve durar até dez dias

Durante as perguntas, Leniel falou sobre seu último final de semana com o filho e o momento em que entrou Henry à mãe. “Foi maravilhoso, se não fosse tão trágico”, afirmou.

Ele detalhou que a separação entre ele e Monique havia ocorrido cerca de seis meses antes da morte de Henry. A mulher morava com Jairinho por cerca de um mês e meio, quando ocorreu a criança morreu.

Ao final dos dias, ele foi entregar Henry de volta à mãe. No momento da entrega, o menino resistiu e agarrou-se no colo do pai. Neste momento, Leniel tenou tranquilizá-lo, dizendo que “a mamãe é uma mamãe boa”. Segundo o depoimento, Henry respondeu que não era.

A juíza destacou que, em seu primeiro depoimento, Leniel havia descrito Monique como uma mãe zelosa. Em resposta, ele afirmou que sua percepção mudou após ter acesso a conversas e informações mais aprofundadas envolvendo familiares e outras pessoas próximas, incluindo a avó de Henry, a prima e outros envolvidos no caso.

Babá: Monique mandou limpar mensagens após morte de Henry

Testemunhas de defesa e próximos passos

O cronograma de depoentes pendentes inclui nomes estratégicos indicados pelas bancas jurídicas de ambos os acusados. Pela defesa de Jairinho, são esperados os relatos de:

  • Jairo Souza Santos (pai do ex-vereador)
  • Fernanda Abidu Figueiredo
  • Leonardo Tauil
  • Roberto Souza
  • Hewdy Ribeiro
  • Miriam  Costa
  • Cristiane Izidoro

A lista da defesa de Monique Medeiros conta com sete convocados, priorizando o núcleo familiar e profissionais que conviviam com a criança. Devem ser ouvidos:

  • Rosangela Medeiros  (mãe de Monique)
  • Bryan Medeiros (irmão)
  • Thayna d Ferreira (ex-babá de Henry).
  • Glauciane Dantas
  • Ana Paula Pacheco
  • Ari Mamede
  • Marcia Eduarda Andrade Vieira

Interrogatório dos réus e debates finais

Após a conclusão das oitivas de todas as testemunhas, o rito processual prevê o interrogatório de Jairinho e Monique Medeiros. Este será o momento em que os réus poderão apresentar suas versões sobre os fatos ocorridos em março de 2021.

Veja também: Henry Borel: Jairinho pede para sair antes de depoimento de pai da criança

Jairinho é acusado de ser o autor das agressões que resultaram em 23 lesões e na morte do menino, enquanto Monique responde por homicídio por omissão, sob a tese de que tinha conhecimento das agressões e não agiu para evitá-las.

Encerrados os interrogatórios, o julgamento entra na fase de debates orais entre o Ministério Público e os advogados de defesa. A decisão final caberá ao Conselho de Sentença, composto por sete jurados, que votará pela condenação ou absolvição dos réus.

Em caso de condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos acusados ainda no plenário.