Posted in

URGENTE ANCELOTTI E CASEMIRO HUMLHAM LULA E CASAGRANDE“SE NEYMAR TIVER UMA PERNA SEREMOS SUA MULETA”

O desporto-rei e a política voltaram a cruzar-se de forma explosiva no Brasil, desencadeando uma das maiores crises institucionais e mediáticas da história recente da seleção nacional. O centro da discórdia é a convocatória do avançado Neymar Júnior para o próximo Mundial de futebol, uma decisão tomada pela equipa técnica liderada pelo italiano Carlo Ancelotti que não agradou às mais altas esferas do poder executivo em Brasília. Num cenário de extrema polarização, o balneário da “Canarinha” viu-se forçado a fechar fileiras para proteger a sua principal estrela contra o que muitos consideram ser uma campanha de perseguição com contornos puramente ideológicos, promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por comentadores alinhados com o governo, como o ex-jogador Walter Casagrande.

O estopim para o conflito foi a confirmação de uma lesão de grau dois no músculo do gémeo de Neymar, sofrida ao serviço do Santos. A avaliação médica inicial indicava a necessidade de um período de paragem e recuperação, o que foi imediatamente aproveitado por setores da imprensa e da militância política para exigir o corte definitivo do camisola dez da lista de convocados. A narrativa governamental baseava-se na tese de que manter um atleta lesionado no grupo demonstrava uma suposta falta de transparência e um privilégio unjustified, afetando o rendimento coletivo da equipa. Contudo, nos bastidores do futebol, a leitura foi radicalmente diferente: tratava-se de uma tentativa flagrante de usar uma contrariedade física para fustigar politicamente um jogador que, no passado, nunca escondeu as suas divergências com a atual liderança política do país.

O treino de Neymar Jr com a Seleção em imagens | Neymar Jr.

A resposta do balneário e da estrutura técnica da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não se fez esperar e desferiu um golpe demobilizador nas pretensões de Brasília. Numa demonstração de união inabalável que há muito não se via no seio da seleção, o experiente médio Casemiro assumiu o papel de porta-voz do grupo e proferiu uma frase que já entrou para a história do futebol sul-americano: “Se o Neymar tiver apenas uma perna, nós seremos a sua muleta.” Esta tomada de posição firme e emotiva deixou claro que, para os jogadores, a soberania do balneário e a lealdade ao companheiro de equipa estão muito acima de qualquer conveniência ou pressão política externa.

O golpe de misericórdia nas pretensões dos detratores de Neymar foi dado pelo próprio selecionador nacional. Carlo Ancelotti, reconhecido mundialmente pela sua seriedade, autoridade e gestão exemplar de egos no futebol europeu, utilizou a sua primeira conferência de imprensa oficial no período de preparação para encerrar o debate de forma categórica. O treinador italiano confirmou que a comissão técnica recebeu um relatório detalhado do Santos sobre o edema do atleta e que a CBF assumiu a responsabilidade total pelo processo de reabilitação. Ancelotti garantiu de forma clara e inequívoca que Neymar Júnior permanecerá com o grupo até ao dia em que estiver totalmente recuperado e disponível para entrar em campo, descartando qualquer hipótese de substituição na convocatória. “Pensamos que ele vai recuperar o mais rápido possível e ele está muito animado”, sublinhou o selecionador, isolando completamente a retórica presidencial.

Esta firmeza técnica acabou por expor o papel controverso de parte da imprensa desportiva brasileira, personificada em figuras como Walter Casagrande. Antigos profissionais que hoje atuam como comentadores foram duramente criticados por abdicarem da isenção jornalística em prol de um alinhamento cego com a militância de esquerda. Críticos apontam que o ataque obsessivo à carreira và à vida pessoal de Neymar carece de fundamento técnico, uma vez que o avançado continua a ser uma unanimidade tática dentro das quatro linhas. O contraste entre a carreira daqueles que nunca conquistaram títulos de expressão internacional relevante e a magnitude de um camisola dez que se prepara para disputar o seu quarto Mundial serve apenas para inflamar o ressentimento daqueles que tentam ditar as regras do desporto a partir de gabinetes blindados ou estúdios de televisão.

Lula em pronunciamento na TV: 'Não aceitamos ordens de quem quer que seja'  - BBC News Brasil

Longe de abalar o moral do jogador, a humilhação pública infligida aos seus críticos parece ter operado uma transformação psicológica profunda em Neymar Júnior. O avançado, que recebeu a confirmação oficial da CBF de que envergará a mítica camisola número dez eterna de Pelé pela quarta vez num Mundial, é agora descrito por pessoas próximas como uma autêntica “fera enjaulada”. O sentimento de ter sido agredido e injustiçado pelas autoridades máximas do seu próprio país transformou-se numa fonte inesgotável de inspiração e motivação para a competição que se avizinha. Como um gladiador romano à espera que a grade da arena se abra, Neymar foca todas as suas energias na recuperação física, alimentando o desejo indomável de responder aos ataques políticos no único local onde os seus opositores não têm qualquer poder: o relvado.

O desfecho deste embate de bastidores representa uma vitória estrondosa do desporto sobre a interferência estatal. Ao blindarem o seu principal craque, Carlo Ancelotti e o grupo de jogadores estabeleceram um limite claro para a influência do Palácio do Planalto no futebol nacional, devolvendo a esperança a milhões de adeptos que desejam ver a seleção triunfar por critérios estritamente meritórios. O Mundial começa assim sob o signo da superação e da união, com um Neymar motivado como nunca e um balneário disposto a correr por ele, provando que, no relvado, a paixão de uma nação é mais forte do que qualquer ideologia política.